mind
"O conceito de génio como semelhante à loucura tem sido cuidadosamente alimentado pelo complexo de inferioridade do público"
Ezra Pound
peter green - super natural
"O conceito de génio como semelhante à loucura tem sido cuidadosamente alimentado pelo complexo de inferioridade do público"
Ezra Pound
peter green - super natural
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cj
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11:46
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"A música é o verbo do futuro"
Victor Hugo
"A música pode ser o exemplo único do que poderia ter sido - se não tivesse havido a invenção da linguagem, a formação das palavras, a análise das ideias - a comunicação das almas"
Marcel Proust in "À Procura do Tempo Perdido"
"O homem que não tem a música dentro de si e que não se emociona com um concerto de doces acordes é capaz de traições, de conjuras e de rapinas"
William Shakespeare in "O Mercador de Veneza"
"Só a música pode falar da morte"
André Malraux in "A Condição Humana"
"A música exprime a mais alta filosofia numa linguagem que a razão não compreende"
Arthur Schopenhauer
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Crackers spoil
In the California sun
Autumn leaves
But she never said where she was going
In your heart
Your mind grow dumb
You feign surprise to learn that
That’s where babies come from
In the barracks
By the army cot
There’s a feller who’s just cut his face shaving
And as he bleeds
On his pillow in the dark
Waiting for the morning
when he gets to go online to you
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09:07
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Não se pode dizer que seja grande conhecedor de hip-hop, excepto na sua vertente influenciadora de sub-géneros instrumentais que partem do drum'n'bass para esses territórios.
Tendo em conta que o ecletismo é uma característica deste blogue, temos um caso de alguém que, nos states, foi sentenciado à prisão perpétua por tráfico de cocaína (!) e que tem talento na área musical onde se insere (inseria) para dar e vender.
A música em baixo é de um projecto algo obscuro - one gud cide - do qual Twisted Black era uma das metades e que gravou em 1995 o disco onde esta música está incluída.
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15:00
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No Paquistão foi acusado de ter subvertido as rígidas regras da música qawwali, que os místicos islâmicos Sufis interpretam.
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09:18
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Melhor do ano?
Diz-se por aí que é este...
bonnie "prince" billy - "cursed sleep"
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11:47
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Um dos discos do ano (se bem que não seja grande adepto dessas listas, que quase nunca são as minhas) será o da colaboração entre Isobel Campbell e Mark Lanegan "Ballad Of The Broken Seas". Fica o mp3 e o vídeo.
isobel campbell e mark lanegan - ramblin' man
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10:32
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Festival Radar, Cat Power, Aula Magna 4/12/2006
Numa sala completamente esgotada, em que muita gente teve de ficar de pé, a menina entrou feliz e saltitante, dançando nos seus brand new portuguese shoes.
Se a banda era competente, também era, na mesma medida, aborrecida e previsível.
Afinal não vieram as back vocals nem os violinos mas, ironia, o concerto só melhorou quando a banda saíu e ficou a estrela só em palco, mostrando então o seu brilho intenso e um fogacho de um talento enorme, além da prova de que seria num concerto mais intimista e numa sala mais pequena que todo esse brilho se intensificaria.
O público teve até direito a uma das cenas que tornaram os seus espectáculos famosos, interrompendo a música a meio para dar indicações aos técnicos de som (o que resultou, diga-se) e, inclusive, parar e deixar a música para iniciar outra.
Depois de saber quais as bandas que já a acompanharam em concertos nos states, esta, como já referi, deixou a desejar, embora fosse competente.
Deprimente foi observar a apoteose em que Cat Power saíu, levada por um público que mostrou um grau de exigência muito reduzido, num concerto que até a própria sentiu que não terá sido muito conseguido e que teve o bom senso de não fazer encores.
Longe de ser um mau concerto, foi apenas (para as expectativas) bonzinho, muito pelo equívoco de uma banda que me parece não se ajustar à sonoridade cat power, a pedir mais contenção e emoção.
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08:34
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Li algures - sobre bandas punk do passado - que os Clash isto e os Ramones aquilo.
Mas, embora não desgoste dos atrás referidos e Sex Pistols à parte, os nomes que mais atitude punk tinham (embora totalmente diferentes) e que mais contribuíram para o meu universo musical foram os Cramps e os Dead Kennedys.
the cramps - human fly
the cramps - she said
dead kennedys - too drunk to fuck
dead kennedys - california über alles
.
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18:01
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Aqui há uns tempos descobri que alguém tinha gravado uma versão de uma música que pertence a um dos meus discos preferidos, um dos que grande influência tiveram em mim.
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14:53
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O excelente Rogério Casanova da Pastoral Portuguesa resolveu linkar o (eter) com um dos seus anagramas.
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13:32
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"Até agora, nunca tinha amado as suas amantes; havia algo nele que o levava a tomá-las demasiado depressa para ter tempo de criar a aura, a zona necessária de mistério e desejo que lhe permitisse organizar mentalmente aquilo que poderia um dia chamar-se amor."
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16:13
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Grande virtuoso das tablas e filho de outra lenda (Ustad Alla Rakha), ouvir Ustad Zakir Hussain é para mim uma experiência religiosa.
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09:23
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you are welcome to elsinore
Entre nós e as palavras há metal fundente
entre nós e as palavras há hélices que andam
e podem dar-nos morte violar-nos tirar
do mais fundo de nós o mais útil segredo
entre nós e as palavras há perfis ardentes
espaços cheios de gente de costas
altas flores venenosas portas por abrir
e escadas e ponteiros e crianças sentadas
à espera do seu tempo e do seu precipício
Ao longo da muralha que habitamos
há palavras de vida há palavras de morte
há palavras imensas, que esperam por nós
e outras, frágeis, que deixaram de esperar
há palavras acesas como barcos
e há palavras homens, palavras que guardam
o seu segredo e a sua posição
Entre nós e as palavras, surdamente,
as mãos e as paredes de Elsenor
E há palavras nocturnas palavras gemidos
palavras que nos sobem ilegíveis à boca
palavras diamantes palavras nunca escritas
palavras impossíveis de escrever
por não termos connosco cordas de violinos
nem todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar
e os braços dos amantes escrevem muito alto
muito além do azul onde oxidados morrem
palavras maternais só sombra só soluço
só espasmo só amor só solidão desfeita
Entre nós e as palavras, os emparedados
e entre nós e as palavras, o nosso dever falar
"Eu acho que se se é surrealista, não é porque se pinta uma ave, ou um porco de pernas para o ar. É-se surrealista porque se é surrealista!"
"[o amor] É a única coisa que há para acreditar. O único contacto que temos com o sagrado. As igrejas apanharam o sagrado e fizeram dele uma coisa muito triste, quando não cruel. O amor é o que nos resta do sagrado."
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11:46
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Não se pode dizer que as edições de jazz em Portugal proliferem, já que não há mercado que sustente tal investimento.
Mas de vez em quando os nossos consagrados gravam e fica a certeza que não é por falta de qualidade nem de ideias que a cena não se desenvolve.
Em 2002, inspirado nos comics e em jeito de homenagem aos autores, Mário Delgado grava "Filactera", um excelente disco em que as influências dos diferentes personagens são notórias.
Dois exemplos, um dedicado a Enki Bilal e outro a Morris & Goscinny.
mário delgado - a mulher armadilha
mário delgado - i'm a poor lonesome cowboy (reprise)
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23:38
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00:10
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Aproveitando a embalagem "a não perder" que parece ser fértil nesta época, façam o favor (não a mim) de irem ver esta menina. Junto duas canções (a outra já está há bastante tempo no posto de escuta).
Dia 4 de Dezembro na Aula Magna lá nos encontramos.
p.s.-ouvi dizer que ía a orquestra toda, violinos, violoncelos e "back vocals" incluídos.
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22:03
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Houve um período algures nos anos 80, em que certo rock se caracterizava por uma energia e por uma lírica despretensiosa e até um pouco ingénua, reminiscências de qualquer coisa legada de "streets of fire", o que já estará a dar alguma má disposição a alguns e saudosismo a outros.
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12:16
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Só uma correcção, caro Tiago:
É há, de haver passado meia hora.
...É uma obsessão minha.
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16:21
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Quando iniciei este blogue, já esta lendária figura da world music tinha deixado este mundo.
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10:45
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10:48
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Mesmo na net, onde quase tudo se encontra, é difícil obter referências a "Dromed", disco de 1995 do projecto Drome.
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14:27
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Um dos discos mais inspirados e equilibrados em força e suavidade da década de 90, o primeiro a solo da voz dos Throwing Muses - Kristin Hersh - foi este "Hips And Makers" de 1994.
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10:09
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14:40
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Quando os dEUS lançaram em 1995 "My sister = My Clock", um disco mais experimental e inacessível, o prenúncio da separação já se sentia pela junção de criatividades díspares que esse disco representava.
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18:52
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Quase esquecidos.
zombies - time of the season
zombies - she's not here
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14:17
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Figura maior da cena disco e ícone gay negro americano nos anos 70, quer-me parecer que só nos circuitos gay é que se conhece e idolatra Sylvester, essa grande figura da música que marcou essa época.
Oiçam esta faixa e continuem a dançar.
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cj
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12:39
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Na primeira vaga trip-hop surgiram muitos projectos que desapareceram como surgiram: rapidamente.
Os Red Snapper foram dos primeiros a surgir, mas o seu som nunca permaneceu imutável e foram ficando, nunca se conformando com as primeiras fórmulas.
Pelo contrário, o seu som foi evoluíndo e, de disco para disco, as novidades conceptuais traziam sempre diferenças relativamente aos antecessores.
O disco que mais me prendeu a atenção foi este "Prince Blimey" de 1996, fortemente marcado pelo jazz, mas - sinais dos tempos - fortemente narcotizado.
Baixos poderosos num registo mais drum 'n' bass.
red snapper - 3 strikes and you're out
red snapper - fatboy's dust
red snapper - the paranoid
red snapper - the last one
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cj
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09:58
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É com um sentido agradecimento que a gerência assinala o (eter) na lista de destaques desta menina inteligente que é uma bomba e que, pela natureza do nome, faz o verdadeiro blow (up) job blogosférico.
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16:35
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Quando Alan Vega , voz dos Suicide, se juntou a Alex Chilton e a Ben Vaughn para uma gravação entre amigos, só se podia esperar algo completamente diferente. O resultado?
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15:57
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Vão ser os primeiros e últimos aqui publicados.
Até mudar de ideias...
“Embriagai-vos.
Deve-se estar sempre embriagado; nada mais importa.
Para não sentir o horrível fardo do Tempo que esmaga os vossos ombros e vos faz pender para a terra, deveis embriagar-vos sem tréguas.
Mas de quê?
De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa escolha, mas embriagai-vos!
E se alguma vez, nos salões de um palácio, sobre a erva verde de uma vala ou na solidão morna do vosso quarto, acordardes de uma embriaguez evanescente ou desaparecida, perguntai ao vento, à vaga, ao pássaro, ao relógio, a tudo o que foge, a tudo o que geme, a tudo o que rola, a tudo o que canta, a tudo o que fala, perguntai-lhes que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, o pássaro, o relógio, vos responderão: “São horas de vos embriagardes!
Para não serdes escravos martirizados do tempo, embriagai-vos; embriagai-vos sem cessar!
De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa escolha”.
Baudelaire
CÂNTICO NEGRO
"Vem por aqui" - dizem-me alguns com olhos doces,
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom se eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui"!
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos meus olhos, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe.
Não, não vou por aí!
Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde,
Por que me repetis: "vem por aqui"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis machados, ferramentas, e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátrias, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios.
Eu tenho a minha Loucura!
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que me guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou,
Sei que não vou por aí.
José Régio
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15:31
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Como acho injusto que uma menina de 20 aninhos não conheça este disco, aqui vão 3 músicas desse clássico de 1993. Mazzy Star - "So Tonight That I Might See".
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11:37
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