(eter)

23 outubro 2006

discos da minha vida (II)


Outro dos discos que mais ouvi na vida foi "Nighthawks at the diner", de 1975.
Foi gravado ao vivo, com Tom Waits no seu melhor, dialogando com o público, contando estórias, bebendo e fumando. O verdadeiro espírito do jazz numa gravação que nos faz sentir dentro da sala como parte integrante desse ambiente fumarento e da atmosfera etílica e boémia.


Esta é dedicada ao Pedro, que anda lá pelos Açores a fazer pontes e estradas e faz muita falta aqui ao pessoal e aos importadores de scotch do continente.



4 comentários:

julinho disse...

Já cá mais no recato de baixo, no registo boring que me apraz, assinale-se mais um de acordo, de ser este veramente um disco de atmosfera singular. No registo memorial, é das cassetes ainda sobreviventes à canícula dos verões no porta-luvas. Tive, no entanto, que restringir, de facto, a degustação dos seus solilóquios jazzísticos de storytelling com side-order de quasi-tangíveis delicatessen de diner: só as nuvens de tabaco e o sarro da cafeína que emanavam do leitor desconcentravam demasiado a condução...

cj disse...

quase se materializam, sem dúvida.
deve ter sido por isso que eu deixei de ouvir doors há muitos anos...

julinho disse...

Hum, same here... Nesse caso, nem há palavras para o que, quando veramente se abriam as ditas portas, se materializava...

cj disse...

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