(eter)

20 fevereiro 2007

make up

Como já repararam, o (eter) tem a sala de visitas remodelada.

A imagem do header do blogue é simples, tal como a idealizei no seu aspecto low-fi, com as ondas de frequência sonora em destaque.
A imagem é minha, mas sem a ajuda do INK nunca chegaria neste estado tão saudável (sic) ao template; para ele os meus mais sinceros agradecimentos.

som do lado de lá


What is sound?

Black hole sound.

19 fevereiro 2007

links

Aqui há tempos dei destaque a uma canção, mais propriamente uma cover de "ashes to ashes" de David Bowie, cantada por um tal de Danny Michel, versão que conheci por acaso nos meandros da net.
Via sitemeter reparei que tinham acedido aqui ao (eter) a partir de uma espécie de clube de fãs e que ficaram muito surpreendidos por alguém em Portugal ter postado algo de alguém que é conhecido só no Canadá, seu país de origem.
Foi parar a um tópico de "funny links", deixei lá uns comentários e mudaram agora para este tópico. Ao que consta, parece que deixaram de considerar funny um post vindo deste lado do Atlântico.

etno

"Galandum Galundaina é um grupo de música tradicional mirandesa criado em 1996 com o objectivo de recolher, investigar e divulgar o património musical, as danças e a língua das terras de Miranda (mirandês). O grupo faz a ligação entre a antiga geração de músicos e a geração mais jovem, assegurando a continuidade da rica tradição cultural desta região, que durante anos correu o risco de se perder."
Tal como o texto revela, trata-se de um projecto muito importante na preservação da música tradicional de Trás-os-Montes, o que per si já tem méritos que bastem.
Mas quando se escuta "Modas i Anzonas", de 2005, compreende-se porque é que foi considerado por muitos um dos melhores discos desse ano e não só na categoria em que habitualmente seria classificada a música dos Galandum Galundaina.
Já tinha ouvido falar bastante deste disco, mas só recentemente me chegou às mãos; as expectativas foram plenamente satisfeitas, até por algum conhecimento que tinha de algumas modas tradicionais cantadas por idosos da zona, já que estou ligado por laços familiares indirectos a Trás-os-Montes e confirmo que o espírito está todo contido neste disco, que é simultâneamente um documento etnográfico.

galandum galundaina - se tou pai me dera

galandum galundaina - berdugal
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17 fevereiro 2007

16 fevereiro 2007

dicas

Um blogue para quem gosta de histórias em boa prosa.

carnaval

Nesta época fujo sempre que posso de lugares em que o folclore carnavalesco assalta o espírito dos presentes.

Preferindo o espírito de Veneza ao do Rio, sinto alguma mágoa por cá no burgo só haver esta forma de se viver a festa pagã.
Ignoramos as origens libertadoras e libertárias mas contidas do carnaval italiano, o culto da ambiguidade da identidade humana, a sofisticação e o mistério e apreciamos a alegria colorida que nos é alheia, mas que disfarça a proverbial tristeza lusitana.
Enfim, também gosto de samba, mas daquele que é oração, emoção, exaltação do espírito de um povo complexo como o brasileiro, que é muito mais que acordes de música, não do que se costuma ouvir por aí.
Havia uma discoteca que costumava frequentar e que já fechou há uns anos, onde nem se dava por ser carnaval.
Musiquinha como esta (e outras) sempre num registo retro que servia para a limpeza auditiva e para o treino de uns passos de dança alternativos.
E não é sem alegria que se ouve uma mulher dizer ring my bell.
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15 fevereiro 2007

live



come e cala

E é mesmo.
Olha a sorte do quer-me parecer...
Em jeito de mea culpa:

chico buarque - fortaleza

A minha tristeza não é feita de angústias
A minha tristeza não é feita de angústias
A minha surpresa
A minha surpresa é só feita de fatos
De sangue nos olhos e lama nos sapatos
Minha fortaleza
Minha fortaleza é de um silêncio infame
Bastando a si mesma, retendo o derrame
A minha represa

reggae

white reggae

Ou esta.

14 fevereiro 2007

cientista louco

Um dos videoclips que recordo com especial prazer é Cloudbusting, do disco "Hounds of Love" de Kate Bush, de quem já falei. Quem participa? Donald Sutherland.

"Donald Sutherland stars as Wilhelm Reich in Kate Bush's music video "Cloudbusting". Kate stars as Peter, Reich's son."
Fica também o mp3 de "Cloudbusting", desse disco que foi, de certo modo, importante para mim.
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rescaldo

Já que o povo já escolheu, para acabar de vez com o aborto (passe o pleonasmo), e antecipando o futuro, leiam isto.
Quero ver o que as mulheres casadas com casos de gravidez fora do casamento que - tendo como fonte palavras de uma abortadeira - constituem a grande maioria das clientes, irão fazer daqui em diante.
E parece que o governo quer reduzir a comparticipação nas pílulas.
Mas isto é um blogue de coisas menos importantes, vou-me já calar.

banda sonora (IV)


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the shins - new slang
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13 fevereiro 2007

kitsch

É verdade, estas duas pérolas kitsch rodaram algumas vezes nos pratos, especialmente no espaço da P.I.A., espaço de intervenção artística e bar que se disfarçava de galeria de arte, que infelizmente teve de encerrar.

da vinci - fantasmas

da vinci - lisboa ano 10.000
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adenda - ...e com isto notei que já há um blogue da Pia . Como sempre, a comunicação funciona...

11 fevereiro 2007

insane


The Cramps Live at Napa State Mental Hospital.


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banda sonora (III)


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versões escolhidas (VII)



danny michel - ashes to ashes

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ana

Mas espero que não deixe de blogar.
E que continue, contrariada, a fazer a apologia do sentimento deste povo.
Já agora, quer-me parecer que são urtigas.

09 fevereiro 2007

aborto

Andava a evitar falar sobre o assunto, até porque compreendo alguns argumentos do sim, além da campanha de alguns defensores do não ser uma vergonha. Mas vi aqui e aqui alguns dos meus argumentos.
Penso que estes argumentos racionais podem ser compreendidos ou de certo modo aceites pelos defensores do sim.
Quanto a argumentos de vislumbres metafísicos já não arrisco tentativas de explicação .

love - live and let live
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eterno retorno


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versões escolhidas (VI)


sparklehorse - wish you were here
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08 fevereiro 2007

friday night

Há uma música que costumava passar e que, sem ser um must, provocava sempre uma reacção muito positiva, sendo que nunca conheci mais nada dos seus autores.

Já pesquisei na net e só consigo encontrar a gravação que tenho, além de uma participação numa outra colectânea.
Remonta ao início daquilo que se convencionou chamar trip-hop, tem uma base percussiva simples, à qual adicionaram alguns elementos sonoros ainda mais simples.
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vícios e virtudes

Cannabis traz nova esperança para Parkinson.

Já não é só o glaucoma, o que virá mais?
Ainda me vou arrepender de ter deixado de fumar...
Se bem que o vinho tinto contenha muitos anti-oxidantes, portanto nesse aspecto estou descansado.
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07 fevereiro 2007

06 fevereiro 2007

mec

Outra imperdível.

05 fevereiro 2007

sound & vision

Vieram-me à memória, motivadas por um comentário da Cláudia, umas postas antigas acerca da relação que se estabelece entre a música e o cinema.

Ligações, memórias, imagens que se criam ao ouvir determinado tipo de som, descobertas por afinidade através da sétima arte.
Sempre que oiço a que aí está em baixo, faço uma viagem de borla a Berlim.
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vasco pulido valente

Para quem perdeu.

perdidos e achados

Está no posto de escuta desde o início uma música dos The Specials, uma banda do movimento ska britânico que não teve grande reconhecimento em Portugal apesar da sua qualidade.

Em 1979 gravaram o primeiro disco, produzido por Elvis Costello e tiveram alguns singles de sucesso em terras de sua majestade.
A sua contribuição mais curiosa para a história da música foi uma espécie de reggae psicadélico, algo negro, de que o melhor exemplo será, provavelmente, "Ghost Town", que foi número um em 1981, já numa fase de mudança gradual da sonoridade da banda na sua curta história, já que gravaram dois discos, sendo o terceiro já com o nome Special AKA, nome sob o qual fizeram algumas primeiras partes de concertos dos The Clash, ganhando assim alguma notoriedade.
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03 fevereiro 2007

arcade fire

Assim se vai criando o mito.

02 fevereiro 2007

01 fevereiro 2007

30 janeiro 2007

city noise


"For a growing number of people, the major sound landscape is the sound of the city."

Robert Murray Schafer (1979)

The Noise And The City was born during the summer of 2003. The roots of the project are to be found in a fascination for urban zones, as places of concentrated architecture, population, exchange and life : exciting and creative spaces. On the other hand, creative processes have always been at stake for us, and the following interrogation in particular : through what ways does a piece come to life?

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(cliquem em seguinte » para passar as músicas)

fado, o

Alfredo Marceneiro nasceu em 1891.
Começou a cantar o fado mais a sério no "14", no Largo do Rato, antiga casa de jogo transformada em cabaret, quando os jogos de azar foram proibidos, com cerca de 20 anos, fados esses cujos versos ele mesmo improvisava.

Tem na garganta um não sei quê de estranho,
Que perturba e nos faz cismar:
É dor? É medo? São visões d'antanho?
Amor? Ciúme? É choro? É gargalhar?

É voz do fado - dizem - e eu convenho
Que ande na sua voz a voz do mar,
Onde Portugal se fez tamanho
E aprendeu a cantar e a soluçar.

O Marceneiro tem aquela atroz
Sonância d'onda infrene que em rochedo
Fareja e morde, impiedosa e algoz.

É voz roufenha que nos mete medo,
Mas que atrai, que seduz... É bem a voz
Do fado rigoroso, a voz do Alfredo.

João Linhares de Barbosa

Já com oitenta e muitos anos nunca deixou de espreitar a noite, onde fez a sua carreira, mas "...com o despontar dos primeiros alvores da madrugada, Marceneiro abandonava os retiros de fado e regressava, satisfeito, para junto da sua querida "Tia Judite"..."; mesmo que ninguém o fosse buscar a casa, assim que passava um táxi logo parava e o motorista com a alegria e gosto sentido, parava o carro e dizia: "Boa-Noite "Ti Alfredo". Onde é que quer que o leve hoje?"
"Oh! Meu querido filho, ainda bem que apareceste, leva-me ao Bairro-Alto", respondia ele invariavelmente.
De madrugada a cena era a mesma. Era ver qual o taxista que encontrava o "Ti Alfredo" para o trazer a casa, sabendo de antemão que tinha de estacionar o carro e ir lá a casa comer uma canjinha, deixada pronta pela "Ti Judite" para quando ele chegasse.
Muitos motoristas de táxi, principalmente os do turno da noite, foram especialmente importantes para a sua vivência nocturna.
Alfredo Marceneiro tinha um feitio muito especial, difícil para com aqueles que não atingiam um certo patamar de perfeição, especialmente músicos, interrompendo a música, chamando-lhes nomes e mesmo indo embora.
O fadista, a quem Amália dizia: "Alfredo, tu és o fado", cantou até morrer no dia 26 de Junho de 1982.
Visitem a página da net e vejam algumas das letras, entre notas biográficas e outras.

Encostado sem brio ao balcão da
taberna
De nauseabunda cor e tábua
carcomida
O bêbado pintor a lápis desenhou
O retrato fiel duma mulher perdida

alfredo marceneiro - o bêbedo pintor

alfredo marceneiro - o marceneiro

27 janeiro 2007

dance elegance

A pork recordings foi uma editora de certa forma visionária, ou pelo menos inovadora e trouxe alguma elegância à electrónica, personificada por projectos como Fila Brazillia, Heights of Abraham ou Solid Doctor, que não são mais que pseudónimos em torno de um grupo de produtores/editores que souberam criar uma envolvência própria muito interessante.

O projecto Solid Doctor, de Steve Cobby, um dos fundadores da editora, foi o que mais se aproximou das pistas de dança, embora sempre com um tom minimalista, muito underground e sempre de uma extrema elegância.
"How About Some Ether", de 1995, recolheu os trabalhos feitos entre 1993 e 1995.
É um disco duplo, sendo a primeira parte uma proposta mais ambiental e a segunda claramente virada para a dança.
"Lights on the vibe" faz parte do cd mais ambiental, enquanto "Jet smooth" e "Mixamatosis" foram retiradas do cd mais dançável.
É, talvez, o disco de dança, na sua vertente electrónica, mais elegante e mais inteligente que já foi feito.
Bom fim de semana.
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23 janeiro 2007

in the beggining

Not the very one, que esse pertence a tempos kraftwerkianos, mas um dos projectos que deu passos seguros em direcção a outro nível qualitativo na esfera da música electrónica no princípio dos anos 90 foi, seguramente, o de Richard "DJ Dick" Whittingham (que vinha do punk) e Glyn Bush (um ex-rocker), aos quais se juntou depois Farda P (rapper MC), ou seja, os Rockers Hi-Fi.

Reciclaram sons da década de 70, pegaram no dub jamaicano e no house americano e extraíram sons a partir das condições de visibilidade de uma nuvem de fumo.
Foram, juntamente com as novidades vienenses e um ou outro que se destacou num período em que os produtores irrompiam como cogumelos, dos mais interessantes desse período de grande efervescência musical electrónica.
O seu primeiro single, "Push Push", gravado e rodado desde 1992, saíu em 1995, o qual se juntou a "What a Life" que tinha sido gravado em 1994 e logo criou grandes expectativas no meio, mas só em 1995 é que o álbum "Rockers to Rockers" fez as delícias de quem esperava este disco, já um clássico da música electrónica.
Um ano depois surge "Mish Mash", um disco mais relaxado e atmosférico e mais dub, com algum som de fundamentos hip-hop.
O terceiro "Overproof", já de 1998, foi gravado depois de um disco de remisturas da colecção Dj Kicks, da editora Studio !K7.
Ficam os mp3 de "Push Push" e mais duas músicas de cada um dos discos seguintes.
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banda sonora (II)


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