(eter)

30 outubro 2006

nosferatu

Download aqui.

speech

American Beauty (1999)

Lester Burnham's (Kevin Spacey) opening voice-over: ("My name is Lester Burnham. This is my street. This is my neighborhood. This is my life. I am 42 years old. In less than a year, I will be dead. Of course, I don't know that yet, and in a way, I'm dead already. Look at me, jerking off in the shower. This will be the highlight of my day. It's all downhill from here. That's my wife Carolyn. See the way the handle on those pruning shears match her gardening clogs? That's not an accident. That's our neighbor, Jim, and that's his lover, Jim. Man, I get exhausted just watching her. She wasn't always like this. She used to be happy. We used to be happy. My daughter, Jane. Only child. Janie's a pretty typical teenager: angry, insecure, confused. I wish I could tell her that's all going to pass...but I don't want to lie to her. Both my wife and daughter think I'm this gigantic loser. And in a way, they're right. I have lost something. I'm not exactly sure what, but I know I didn't always feel this...sedated. But you know what? It's never too late to get it back.")

Daqui.

seduce & destroy

Magnolia (1999)

Self-help guru and 'seduction specialist' Frank Mackey's (Tom Cruise) opening speech to a crowded room of single men in a San Fernando Valley hotel attending a motivational course on how to pick up women: ("Respect the cock. You are embedding this thought: 'I am the one who's in charge. I am the one who says yes. No. Now. Here.' (grinning) Because it's universal, guys. It is evolutional, it is anthropological, it is biological. It is animal. (He mimes having sex from behind a woman) We ... are ... men!").

Daqui.

29 outubro 2006

gracetango

27 outubro 2006

divas (II)

Houve alguém que não se tenha apaixonado pela Hope?

25 outubro 2006

carla

Confesso que foi uma das minhas grandes surpresas musicais e lá tive que engolir mais um preconceito.
A esta menina não lhe bastava ser bonita. Em 2002 gravou este disco como quem não quer a coisa e o resultado, "Quelqu'un m'a dit", é uma ode à simplicidade.
As músicas que se seguem são dedicadas a outra Carla, cujo blogue está de parabéns pelos 3 aninhos (uma eternidade, portanto) e que foi uma das primeiras a linkar o (eter) nesta ainda sua curta existência.

carla bruni - quelqu'un m'a dit

carla bruni - la noyée

carla bruni - le ciel dans une chambre
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24 outubro 2006

wolf

Um dos discos de 2005 mais aclamados pela crítica e, ao mesmo tempo, mais ignorados pelo público, foi "Wind in the Wires" de Patrick Wolf.

Algo estranho e difícil de entranhar, a cada audição vai-se revelando a beleza e decifrando o que se esconde atrás de alguma complexidade. Não tão mediático, melódico e fácil como alguns outros bons discos desse ano, como o de Antony & The Johnsons (que adquiri na mesma altura deste), este tem no entanto aquele plus de sabermos que temos em mãos algo mais que o imediatismo da moda possibilitado pelo hipe de outros.
Não é bem um segredo, mas fica guardado para uma possível surpresa no futuro.





23 outubro 2006

versões escolhidas

Mais uma versão em destaque, desta vez do clássico dos Velvet Underground "Sweet Jane".

A beleza da voz de Margo Timmins dá a melancolia necessária para um sabor diferente desta canção.
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discos da minha vida (II)


Outro dos discos que mais ouvi na vida foi "Nighthawks at the diner", de 1975.
Foi gravado ao vivo, com Tom Waits no seu melhor, dialogando com o público, contando estórias, bebendo e fumando. O verdadeiro espírito do jazz numa gravação que nos faz sentir dentro da sala como parte integrante desse ambiente fumarento e da atmosfera etílica e boémia.


Esta é dedicada ao Pedro, que anda lá pelos Açores a fazer pontes e estradas e faz muita falta aqui ao pessoal e aos importadores de scotch do continente.



20 outubro 2006

cycling

É já amanhã que participo numa prova de BTT na serra de Grândola, que não deverá ser fácil com as condições meteorológicas actuais.

De qualquer modo, vou levar esta musiquinha na cabeça - um clássico - para servir de inspiração.

18 outubro 2006

pulp fiction (II)

Na sequência de um pedido, aqui vão mais umas músicas italianas dos anos 70, uma fusão de jazz/funk perfeitas para a banda sonora de um filme erótico/porno.

yellow sharks - joy bells

mario persichetti - vento di terra

remigio ducros - contropiede

remigio ducros - sgambata

rino de filippi - vividezza

franco potenza - scott fizzy

ninety - tube

astemix - nervoso

spektrum

O novo single "don't be shy" a antecipar o disco.

17 outubro 2006

modern lab

Se atentarmos o olhar no panorama pop, exceptuando esporádicos casos de algumas canções que vão refrescando o éter, pouco se encontra de inovador.

Pop moderna, fazendo companhia a Stephin Merritt e poucos mais, entende-se por Stereolab.

O primeiro disco que comprei deles foi "emperor tomato ketchup", de 1996.
A partir daí, a paixão evoluiu.
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16 outubro 2006

pulp fiction


Uma das coisas que os filmes "Série B" americanos (ou "pulp fictions") da década de 70 sempre tiveram foi uma banda sonora do melhor nível. Ou um jazz funk instrumental frenético recheado de hammond ou vibrafones ou canções deliciosas do melhor kitsch obscuro.
Mas a Itália não ficou atrás e surgiram inúmeras bandas com um tipo de som idêntico e mais obscuras ainda.
Recuperemos então estes dois exemplos deliciosos:





14 outubro 2006

12 outubro 2006

pork

E ao terceiro disco, os Fila Brazillia, figuras de proa (e penso que editores) da Pork Records, atingiam a plenitude do seu som planante umas vezes, ácido noutras, dançável noutras, mas sempre contido e elegante.

A dupla Cobby/McSherry produziu 19 discos até à data e parece estar para durar, o que constitui um caso de longevidade assinalável neste tipo de música, onde as colaborações entre músicos/produtores são frequentes e muitas vezes os projectos de origem se vão desintegrando com o passar do tempo.
Este foi um projecto sempre consistente e penso que o auge desta colaboração (dos 7 discos que tenho) aconteceu em "Mess", datado de 1996.
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11 outubro 2006

andy?

Em 1997 apareceu um disco de um finlandês chamado Jimi Tenor que, apesar de algum sucesso, me parece não ter sido destacado como o talento desse multifacetado músico mereceria. Já com uma discografia algo extensa (10 discos), foi este "Intervision", no entanto, que deu alguma visibilidade fora da sua terra natal a um músico com uma sonoridade única, de referências muito variadas (jazz, soul, Isaac Hayes, até as bandas sonoras de cinema "blaxploitation" dos anos 70, etc.).É um excelente disco.

Desde a composição e vocalização até à produção, o homem faz tudo, tendo inclusive trabalhado como fotógrafo, além de ter feito uns filmes estranhos.
Esta primeira música até me faz lembrar vagamente Suicide...
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10 outubro 2006

fim de século

Quando a criatividade para os lados de Viena estava no auge, começaram a aparecer vários sub-projectos de maneira a escoar a produção nas suas diversas vertentes, fraccionando temporariamente os elementos pertencentes aos projectos de origem.

Querendo demarcar-se do som que a dupla composta por si próprio e por Dorfmeister vinha fazendo, Peter Kruder gravou em 1999, assinando como Peace Orchestra, um disco mais introspectivo e cerebral no fim de século.
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evening


Durante uns tempos, a música com que iniciava a noite era invariavelmente esta de DJ Vadim .

Digam lá que não era uma boa escolha, enquanto o irish escorria garganta abaixo.



09 outubro 2006

afro

A proverbial riqueza africana manifesta-se na música pelo ritmo. A influência do afrobeat e da fusão afrofunk dos anos 70 na música de dança actual é demasiado importante (assim como o dub, de que falarei mais adiante) para se passar ao lado de algumas preciosidades essenciais para se compreender a história da música decorrente do legado de Fela Kuti e seus pares.
Preciosidades como as que se seguem - mais precisamente quatro músicas - valem ouro, já que de serviço público se trata, à falta de alternativas noutro éter.

Wganda Kenia numa versão high energy de "Shakara Oloje" de Fela Kuti, que é uma raridade, já que só se conhecem duas músicas datadas de meados da década de 80 assinadas por Wganda Kenia.

Do Gana, outro grande som do percussionista e vocalista Sidiku Buari, de um disco de 1975, "Buari".
Ainda The Gaytones numa versão excelente do clássico de Manu Dibango "Soul Makossa" e por fim The Ashantis com "Everybody's Groove".





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07 outubro 2006

06 outubro 2006

sixties

Quando se escuta uma música de um disco novo de Denise James, recuamos no tempo algumas décadas; encontramo-nos, mais precisamente, nos anos 50/60 nos states.

Mas, não sendo particularmente apreciador do género de música que nos vem à memória, há em Denise James e no seu som retro um encanto subversivo e uma atmosfera um tanto estranha. Não sei porquê, imagino um filme de David Lynch com esta banda sonora, enquanto desencontros acontecem e os sonhos desfilam, preditórios, pelo ecrã.

A guitarra de absolutely sad é fantástica, assim como o ambiente de love has got me crying again. O disco "It's not enough to love" é de 2004 .



05 outubro 2006

vai um cogumelo?


O nome Funki Porcini foi inspirado nuns cogumelos (fungi porcini) e toda a música parece estar, de facto, under influence dos malandros. Apesar dessa espécie em particular não ser a preferida cá da casa (ver "Stropharia Cubensis"), posso dizer que este disco ecoou nos ouvidos amplificados de companheiros de viagem e ninguém se queixou.

"Hed Phone Sex" é o primeiro disco de Funki Porcini assinado pela Ninja Tune e foi-me dado a conhecer por um amigo que o tinha ouvido num programa de Ricardo Saló na antiga e saudosa xfm (tem agora o seu programa na antena 2 - "fuga da arte" que é aconselhadíssimo, às 00:00 horas de sábado para domingo).

Não vou pôr as faixas mais psicadélicas, que seriam um pouco fastidiosas a seco; vamos ouvir antes um derivado de jazz preguiçoso, narcótico e relaxante.




femme fatale


Já aqui confessei o quanto gosto de ouvir a língua francesa cantada, resquícios dos anos 70, certamente, já que os meus pais tinham alguns discos franceses dessa época e no meu imaginário musical desses tempos sempre pairou Serge Gainsbourg, principalmente.

De Louise Vertigo conheço pouco, mas há uma música que tenho numa colectânea e que tinha passagem quase obrigatória nos bares onde passei música:



04 outubro 2006

maconha

Elogio da maconha.
A explicação.

03 outubro 2006

hey gringo

Se fosse realizador de cinema e quisesse fazer um western, seria certamente ao estilo spaghetti western. Morricone trabalhou com Sergio Leone, os Calexico fariam a minha banda sonora. E já imagino a Scarlett em...

Bem, voltando à música, os Calexico são de Tucson, Arizona, e toda a sua música é cinematográfica, na medida descrita atrás. Os trompetes e os violinos são magníficos, toda a envolvência sonora remete-nos para o oeste árido, toda a dureza e possível romance espreitam na respiração da música.


Ficam aqui duas músicas de "The Black Light" de 1998 e outra de "Hot Rail" de 2000 :

calexico - minas de cobre

calexico - frontera

calexico - tres avisos

geração

JP Simões, voz dos Belle Chase Hotel, uma das melhores bandas nadas neste país, tem novo disco: "1970".
Letras sobre essa geração num disco que tem por título o ano em que nasceu o autor; eu também nasci nesse ano e penso que o olhar dessas composições serve para outras gerações também, é completamente transversal.
Quanto a mim, JP Simões tem, senão a melhor, uma das melhores vozes que cantam actualmente em português.
A colagem a Chico Buarque é assumida e sincera, como a devoção ao grande mestre.
Mais adiante surgirão músicas de BCH, mas agora, enquanto não compro este novo disco, fiquemos por outro projecto: Quinteto Tati.
Ai, Lisboa no fundo do mar...

quinteto tati - suor e fantasia

quinteto tati - inventário marítimo

02 outubro 2006

rudimentar


Devendra Banhart levou, nos seus primeiros discos, a simplicidade ao extremo.
Um grupo de amigos a tocar num quarto enquanto se vão compondo os temas; grandes canções em bruto, já mais refinadas depois em "Cripple Crow". Os exemplos seguintes pertencem a "Oh Me Oh My" de 2002 e podem ser imaginados com arranjos e outra produção e seriam certamente hits, se bem que os prefira assim...

Desta forma, não passam de pérolas para apreciadores alternativos.
Ainda bem.




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Já saíu a bíblia dos amantes de vinho.
Vinhos de Portugal de João Paulo Martins, Ed. Dom Quixote.

Puxando a brasa à minha sardinha, ou melhor, o copo à minha garrafa, aqui fica a classificação ao néctar produzido cá na casa:



Cascalheira 2005 tinto

"Regressa a Vinhos de Portugal este tinto monovarietal de Castelão, estagiado em carvalho francês e que se apresenta com uma boa complexidade aromática, em que a casta se liga aqui muito bem à madeira mantendo um diálogo mais do que um confronto. E essa ligação mantém-se na boca, o vinho está todo muito afinadinho. Talvez de mais para um tinto tão novo, mas isso apenas nos diz que não o devemos guardar em cave."

Classificação: 15,5 (0 a 20)



Acrescento que este vinho é produzido sem preocupações de longevidade, sendo ideal para pratos simples.

Outros surgirão no próximo ano, já com outras castas, outra estrutura e outro potencial de envelhecimento.

26 setembro 2006

palace

Will Oldham, mentor dos Palace, Palace Brothers, Palace Music, Palace Songs e Bonnie "Prince" Billy, entre outros projectos e, ao que consta, amigo de Pedro Mexia, tem vindo a oferecer ao longo dos anos alguns pedaços de música resgatada aos despojos de uma alma em luta.
Deste excelente compositor, oriundo de Louisville, Kentucky, acerca do qual o Sunday Times já escreveu que nem Bob Dylan e Leonard Cohen se lhe comparam - passe o exagero - já se disse que a sua escrita é desconcertante e mesmo a música é difícil de descrever.
Lamento, desilusão, transcendência espiritual, a sordidez da condição humana, como já vi algures: ‘Americana mixed with Old Testament language’?
Não acreditar em nada já é acreditar em muita coisa.
Já aqui falei de uma versão de uma música dele cantada em conjunto com o mítico Johnny Cash (I see a darkness), que está ao lado no posto de escuta; oiçamos agora outras de um disco de 1995 com assinatura Palace Music: Viva Last Blues.



palace music - more brother rides

palace music - the brute choir

palace music - cat's blues

rock show

É hoje.

25 setembro 2006

money mark


Ainda há pouco tempo comentava o meu gosto por sonoridades hammond e afins noutro blogue que costumo visitar.
O teclas dos Beastie Boys, Mark Ramos Nishita aka Money Mark gravou em 1995 um disco low cost genial.
"Mark's Keyboards Repair" é a prova de que para se fazer música interessante não é preciso uma grande produção, bastam boas ideias.
A propósito, os Beastie Boys também fizeram um disco com uma sonoridade próxima deste em 1996 ("The in sound from way out"), que também aparecerá aqui e que difere em tudo do som que lhes é característico.
Coincidência?
Evidência.

money mark - insects are all around us

money mark - pretty pain

money mark - cry

22 setembro 2006

grandes mestres (parte 1)


miles davis - freddie freeloader



john coltrane - shifting down

kafka on the shore

Confesso que não sou grande conhecedor da literatura japonesa contemporânea.
Adepto, porém, da visão do mundo em tudo diferente da nossa, onde as possibillidades não se esgotam na dicotomia Bem/Mal, não raras vezes me surpreendo com o olhar sobre a condição humana, sua pluralidade de estados, sobre o seu lugar no mundo, dados pela óptica oriental.
Este é mais um caso de arrebatamento, de viagem entre o sonho e a realidade, pelos mundos paralelos da nossa existência e pela nossa liberdade de escolha (ou não) perante o mundo e o destino.
Haruki Murakami é já um escritor reconhecido, tendo inclusive ganho alguns prémios literários de grande prestígio, embora entre nós seja ainda pouco mais que um desconhecido.
Durante anos foi gerente de um bar de jazz em Tóquio e por isso mesmo o post aí em cima vai recordar dois clássicos de sempre.
Grande surpresa. Quase 600 páginas que se lêem num instante, com prazer.
Até há uma puta que cita Hegel...

lula pena

Lula Pena tem um disco do qual eu gosto muito, intitulado "Phados".
É um disco de versões, entre as quais músicas de Chico Buarque, fados cantados por Amália Rodrigues, entre outros.
A música que aparece aqui em baixo faz parte de outro disco, no qual ela colabora, oferecendo a sua voz.
É do Rodrigo Leão e chama-se "Alma Mater".

rodrigo leão/lula pena - pasion

21 setembro 2006

en français


O que eu gosto de ouvir música cantada em francês . . .
Desta ainda fiquei a gostar mais quando ouvi o António Perez Metelo a cantá-la na Radar, sem rede. E não é que se safou?

P.S. - Ainda uma referência ao bom gosto da Sara que veio aqui roubar uma musiquinha, por sinal bem escolhida.

georges brassens - les amoreux des bancs publics

20 setembro 2006

electricidade

Já que falaram em James Brown num comentário, aqui há uns anos chegou-me às mãos um cd manhoso de uma figura obscura do género "faz tudo": compõe, interpreta e produz.
O resto do disco (Romanthony-"R. Hide in Plain Site") não traz grandes recordações, mas esta faixa a la James Brown tem uma energia que duvido se consiga igualar por quem queira imitar o mestre.
Tenham paciência no início da música, já que demora a "arrancar", mas depois . . .

romanthony - bring u up


19 setembro 2006

on repeat


Os Tindersticks foram das únicas bandas que tiveram direito a repetição, no que a concertos diz respeito.
Raras foram as bandas a que assisti a concertos mais que uma vez, ou porque entretanto demoraram a voltar e a frescura e/ou a chama já não justificava nova ida, ou por motivos de ordem vária.
Estes dois foram bons, embora os preferisse ver em ambientes mais intimistas e não no local das duas actuações (ambas no coliseu de Lisboa).

tindersticks - snowy in F# minor

tindersticks - milky teeth

tindersticks - jism

tindersticks - her

18 setembro 2006

chill out


O duo Boozoo Bajou conseguiu em "Satta" o som mais cool do ano de 2001.
Entretanto tornou-se num clássico do downbeat, um dos azimutes preferidos neste (eter).

boozoo bajou - down & out

15 setembro 2006

nina hagen


Escutei pela primeira vez esta música, há muitos anos atrás, no sotão da casa onde um amigo meu guardava os discos de vinyl.
Foi uma surpresa, pois não era grande fã de Nina Hagen.
Reggae cantado em alemão ainda hoje é uma coisa que me deixa...como direi?...
É como comer um peixinho fresco grelhado com whisky a acompanhar.
Mas como gosto dos dois e há excepções para tudo, vamos lá ouvir.

nina hagen - african reggae

14 setembro 2006

discos da minha vida


Se tentar recordar quais os 10 discos que mais ouvi na vida, este certamente entraria nesse lote.
Foi um caso de paixão que ainda hoje dura, com audições mais esporádicas, mas nunca me canso de ouvir a voz de David Surkamp, o grande mentor dos Pavlov's Dog, assim como as orquestrações das belas composições de "Pampered Menial".
A época que recordo com nostalgia, as amizades e as loucuras cometidas nos excessos de juventude surgem com uma nitidez arrepiante sempre que uma destas músicas paira no éter.
No posto de escuta ficam algumas, aqui ficam outras, já que não consigo escolher as que mais gosto.

pavlov's dog - julia

pavlov's dog - late november

pavlov's dog - fast gun

13 setembro 2006

one man band

O novo disco é excelente e o dvd incluído vale por si só.

the legendary tigerman - i got my night off

the legendary tigerman - say hey hey

11 setembro 2006

peaches

Por mais voltas que dê, não consigo encontrar no panorama rock actual ninguém que me dê vontade de saltar e de gastar a minha preciosa energia.
A excepção para a confirmação disso é esta maluca.
Já agora, dia 26 deste mês ela vem a Portugal de novo. É no Paradise Garage.
Aproveitem.

peaches - fuck the pain away

peaches - rock show

08 setembro 2006

versões de luxo


Mark Eitzel decidiu fazer carreira a solo depois dos American Music Club.
Já a solo deixou-nos estas versões de luxo de dois clássicos.

mark eitzel - move on up

mark eitzel - ain't no sunshine

07 setembro 2006

coisas do arco da velha



A Banda do Casaco foi um dos projectos mais interessantes que nasceram em Portugal e se tivesse mantido o caminho deste segundo registo, "Coisas do Arco da Velha", de 1976, teria certamente outra história.
À recolha etnográfica juntou-se o talento de músicos de grande qualidade com arranjos muito bons.
Deste disco, vamos ouvir uma música tradicional da Beira Baixa e outra do Algarve.
A segunda deu o nome artístico a Cândida Soares: Cândida Branca-Flor.

banda do casaco - morgadinha dos canibais

banda do casaco - romance de branca flor

06 setembro 2006

noir desir


Triste sina que o nome da banda indicou a Bertrand Cantat, vocalista dos Noir Desir.

Em 2003 a sua mulher, Marie Trintignant, actriz e filha de Jean-Louis Trintignant, sucumbiu devido a agressão do líder da importante banda francesa.

Circunstâncias da vida intrigantes, que permite que alguém que comete um erro desses faça músicas como a que se pode ouvir em baixo, aqui com a ajuda de Manu Chao.


05 setembro 2006

2005

Da música com mais bpm, destacaram-se em 2005 dois projectos:


LCD Soundsystem de James Murphy e os Spektrum.




lcd soundsystem - on repeat









spektrum - kinda new

04 setembro 2006

sukia


O nome desta banda foi inspirado por uma heroína de comics mexicana, uma vampira lésbica.

O quarteto multi-instrumentista de Los Angeles lançou em 1996 o seu primeiro e penso que último disco, "Contacto Espacial con el Tercer Sexo", naquela que foi para mim uma das maiores surpresas desse ano, mas que passou ao lado do público, exceptuando aquele mais atento às pérolas perdidas. Delicioso.









03 setembro 2006

medo


Quem dorme à noite comigo?

É meu segredo, é meu segredo!

Mas se insistirem, desdigo.

O medo mora comigo,

Mas só o medo, mas só o medo!

E cedo, porque me embala

Num vaivém de solidão,

É com silêncio que fala,

Com voz de móvel que estala

E nos perturba a razão.

Gritar?

Quem pode salvar-me

Do que está dentro de mim?

Gostava até de matar-me.

Mas eu sei que ele há-de esperar-me

Ao pé da ponte do fim.

amália rodrigues - medo

02 setembro 2006

jerusalém


Li, finalmente, Jerusalém.

Apesar de algumas críticas e mais aclamações, foi o melhor livro que li este ano, sendo certo que ainda faltam uns meses para acabar. Opiniões?