(eter)

28 novembro 2007

portugal, anos 70 (III)

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"Mestre" é hoje considerado um dos melhores discos portugueses de todos os tempos.
O disco foi gravado em França, no mesmo estúdio onde José Afonso gravou "Cantigas do Maio".
É constituído por músicas com poemas de Bocage, Alexandre O'Neill, Ary dos Santos,Fernando Pessoa e Sophia de Mello Breyner Andresen.
O facto de terem gravado estes poetas vale-lhes a confiscação do disco por três meses pela famigerada Comissão de Censura. (fonte)
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Gravado no Srawberry Studios, França, em Novembro de 1972.
Editado em 1973.
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Pedro Castro - Violas Baixo e Acústico, Voz, Coros, Kazoo
José Castro - Piano, Xilofone, Voz, Coros
Rui Reis - Piano, Órgão, Cravo
Júlio Pereira - Violas Solo, Baixo e Acústica
João Seixas - Bateria e Percussão
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Album nunca editado em CD.
Digitalizado a partir do LP em vinil.

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petrus castrus - mestre

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petrus castrus - macaco

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petrus castrus - s.a.r.l.

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banda sonora (X)

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24 novembro 2007

le rock

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Já aqui expressei em vários momentos o quanto gosto da língua francesa.
Mas a novidade desta vez é que não irei falar de Gainsbourg ou Brel, mas sim de uma novidade que se vai fazer ouvir (eu sei, só daqui a um ano, por aí...) no futuro.
A banda BB Brunes é parisiense, foi formada em 2005, gravaram este disco no ano passado e ecos da terra do senhor Eiffel dizem que o rock está de volta à língua francesa.
Vamos lá então ouvi-los, pela primeira vez em Portugal...
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bb brunes - le gang
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bb brunes - perdus cette nuit
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bb brunes - dis-moi
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bb brunes - pas comme ça
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23 novembro 2007

prazeres desportivos

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A nova máquina de competição para a próxima época.
O quadro já vem a caminho (o design italiano é outra coisa) e alguns componentes também devem estar a chegar - mas da Alemanha, onde as lojas online fazem milagres (a avaliar pelos preços praticados cá).
O resto vai ter que ser comprado e montado em Portugal, com o consequente bónus para as finanças.
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16 novembro 2007

disco night

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Continuo nos anos 70, como se vê...
Não, esta não é a capa do disco que contém a musiquinha aqui incluída.

Mas têm de concordar que esta é uma grande capa.



boney m - daddy cool

31 outubro 2007

portugal, anos 70

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Foi tudo na vida - cantor, actor, palhaço, toureiro.

Ficou conhecido pelas suas extraordinárias controvérsias e secretas histórias de amor com personalidades conhecidas do grande público.
Conta-se que Victor Espadinha nasceu num quarto na rua Garcia de Orta, à Lapa.
Não a Lapa burguesa, mas a Lapa pobre, aquela que não interessa.
A mãe era empregada doméstica; o pai, ex-mineiro da Panasqueira.
Os primeiros anos de vida foram marcados pelas privações da guerra, pelo alcoolismo da família e por uma sexualidade precoce.
Decidiu que queria ser actor quando assistiu ao magistral monólogo de João Villaret em "Esta Noite Choveu Prata".
Percorreu África e a Europa, fugiu e regressou ao país.
Até hoje, fez apenas aquilo em que acreditava, sem concessões, nem demasiadas hesitações.
Ao olhar para trás sabe que não podia ter sido de outra forma.
Quando questionado por Rui Unas, há uns anos, no Cabaret da Coxa, se já tinha comido alguma espanhola, respondeu admirado:
"Mas quem é que nunca comeu uma espanhola?!"
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26 outubro 2007

prémio saramago



o remorso de baltazar serapião
Quidnovi, Matosinhos / Lisboa, 2006

Numa Idade Média brutal e miserável, Baltazar casa com a mulher dos seus sonhos e, tal como o pai fizera antes com a mãe e com a vaca Sarga, fêmeas irmanadas em condição e estatuto familiar, leva muito a sério a administração da sua educação. Mas o senhor feudal, pondo os olhos sobre a jovem esposa, não desiste de exercer sobre ela os seus direitos. Entregue aos desmandos do poder e do destino, Baltazar será forçado a seguir por caminhos que o levarão ao encontro da bruxaria, da possessão e do remorso.Com um notável trabalho de linguagem que recria poeticamente a língua arcaica e rude do povo, o remorso de baltazar serapião, de valter hugo mãe — autor, entre outros, de o nosso reino, seleccionado pelo Diário de Notícias como um dos melhores romances portugueses de 2004 — é uma tenebrosa metáfora da violência doméstica e do poder sinistro do amor.

(texto na contracapa do livro)

23 outubro 2007

discos de sempre (I)

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curtis mayfield - pusherman
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curtis mayfield - freddie's dead
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(esperando que o Tomás, que nasceu ontem, venha a gostar, ó Maurício)

17 outubro 2007

manta curta

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Penso que Tiago Bettencourt é o melhor escritor de canções em português da actualidade.
Difícil pela língua, não tanto pelo panorama em redor.
O disco "O Jardim", que saíu dia 1 deste mês e que assina em conjunto com a banda Mantha, poderia ser a demarcação relativamente aos Toranja, mas infelizmente não é.
Infelizmente, porque - embora não desgoste de Toranja - as letras escritas pelo Tiago são boas demais para se dispersarem numa embalagem musical pouco criativa, que só existe, salvo honrosas excepções, para fazer o embrulho das letras.
Se sempre me pareceu que a música nunca chegou ao nível da letra, com mais certeza fiquei quando o ouvi cantar uma canção unplugged do novo disco na Radar.
De qualquer forma, ficam aqui alguns exemplos que me desmentem - ou confirmam -, embora espere pelo disco verdadeiramente a solo, só com uma guitarra e, vá lá, um violino, com a intensidade daí resultante.
Irá ser, ainda assim, um dos melhores discos portugueses deste ano.
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tiago bettencourt & mantha - o lugar
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tiago bettencourt & mantha - o campo
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tiago bettencourt & mantha - a praia
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08 outubro 2007

mil e uma noites


Depois da saga fermentativa, volto agora às lides da bloga, tendo de optar, por momentos, entre esta e a leitura de um livro de (tss, tss) José Rodrigues dos Santos .
Ok, admito, começou interessante, vamos ver no que dá...

Mas adiante. Após um período de trabalho intenso, o estímulo compensatório manifesta-se e os prazeres voltam a dominar as prioridades.
Já vislumbro as sedas que envolvem o recanto onde excessos carnais e etílicos se concretizam, não faltando, porém, o interesse cultural, principalmente desde que a dissociação entre ambos os prazeres foi desmistificada, numa saudosa noite em que se discutiu a prosa de Dostoievski, numa casa de má fama lá para os lados das festas das vindimas, com uma recém-profissional - conterrânea do escritor - das lides nocturnas.

Se faltou o véu nessa ocasião, faço agora votos para que na próxima ocasião essa falha não aconteça.
Para tal, e para não faltar tudo, contribuo desde já com música, pedindo a presença do grande e já falecido Mohammed Abdel Wahab.
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13 setembro 2007

até ao lavar dos cestos

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Sempre considerei as vindimas como a viragem do ano.
É o verdadeiro (re)começo, a esperança de uma colheita que alegre o restante decurso temporal da nossa volátil existência.
E, para mim, isto é não só metafórico como, também, real.
Nesta altura, entre análises, recolha de uvas e respectiva preocupação perante a vontade da natureza, além da observação resignada da vontade do destino, há também outro facto - a falta de tempo.
Fica a justificação para a lenta publicação de posts.

Que a pinga deste ano seja a melhor.

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versões escolhidas (XXIV)

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Voltando ao tema das versões - que agora reparo não ter sido actualizado desde Julho - sugiro algo de sabor oriental.
Não sushi, mas uma versão japonesa do legado francês, sendo o original de Serge Gainsbourg e a versão de Kenzo Saeki, velho conhecido de Ryuichi Sakamoto e Pizzicato Five, entre outros, que começou a sua carreira na era da new wave.
Se a primeira foto não compromete, deixo esta outra por curiosidade...
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kenzo saeki - le poinçonneur des lilas

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11 setembro 2007

erva


03 setembro 2007

old bone

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Cada vez mais parecem ser os velhos a explorar territórios de difícil acessibilidade.
Depois de vários exemplos, dos quais o mais flagrante será, talvez, Scott Walker (com a assombração que é "The Drift") regressou T. Bone Burnett o ano passado com "The True False Identity", depois de 14 anos sem gravar a solo.
E neste caso nem será preciso falar em modernização, já que o seu estilo não catalogável marca claramente a diferença.
Americana, spoken word, blues, film noir; um complexo referencial que tornam único T. Bone Burnett.



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30 agosto 2007

aniversário

Chego ao ponto de terem de me recordar...

29 agosto 2007

passatempo de verão b-site/melofobia

Correndo o risco de chegar atrasado ao fabuloso passatempo de verão b-site / melofobia deixo, ainda assim, a minha proposta.

Pensando num Bond em ambiente oriental, de modo a acompanhar a preocupação política dos últimos anos, deixo uma alternativa acidificada, com o deserto em fundo e visão distorcida pelo calor.

Embora seja algo arrojada é, obviamente, uma escolha para ganhar...

sukia - vaseline & sand
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27 agosto 2007

prazeres de verão

De volta após as férias, eis algumas das leituras escolhidas:




Os Melhores Contos de H. P. Lovecraft"
O grande mestre do fantástico, neste segundo volume que a editora Saída de Emergência em boa hora editou, com traduções de mais alguns dos contos inicialmente publicados na mítica revista "Weird Tales".
Destaque para o grande conto "Através dos portais da chave de prata" e todos os contos em torno de Randolph Carter.
Imperdível.


Arturo Pérez-Reverte - "O Pintor de Batalhas"
Talvez o melhor livro do espanhol, que regressa às suas memórias de repórter de guerra para construir um romance onde expõe a sua desilusão e falta de fé na humanidade.
O pior é que talvez não ande longe de capturar o retrato da natureza humana.
Bom livro, por vezes duro.


Michael Moorcock - "Eis o Homem"
A controversa obra datada de 1966 numa tradução portuguesa deste ano, ficcionando a vida de Cristo.
Questiona a importância de Jesus ter realmente existido e o que é mais importante, se a fé ou a História.
Retrata Maria como uma libertina, José desiludido e amargo e Jesus como deficiente mental, o que já não é pouco.
Curiosamente, aquando da edição original a polémica nem foi muito grande; já com o fenómeno Brown foi o que se viu.


Cormac McCarthy - "A Estrada"
Este comecei, mas a aridez desinspirou-me...
Lá voltarei quando tiver coragem.



Jed Rubenfeld - "A interpretação do crime"
Um thriller histórico, que também gosto deles, especialmente se houver Freud e Jung metidos ao barulho. Cinematográfico.

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Quanto a sons, posso acrescentar que os discos mais ouvidos foram "Cripple Crow" de Devendra Banhart, com breves incursões num disco deste ano do qual ainda não falei, de Laura Peek & The Winning Hearts, "From the Photographs"; revisitei algumas vezes "Forever Changes" dos Love, assim como voltei em força a Bonga, especialmente "Angola 72" - que decerto fará lembrar muitas tatuagens - e um disco de 2005 que não conhecia: "Maiorais".

Aliás, é deste último que deixo uma faixa que fez as delícias da pequenada, especialmente na parte do coro. Como diz um amigo meu, Bonga é um gigante.

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bonga - kuriondo kanhoka

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30 julho 2007

vibe battle

Um amigo enviou-me este duelo exemplar:

25 julho 2007

weeping

20 julho 2007

ring ring


O meu toque de telemóvel, de há uns anos para cá, é este:

ac/dc - tnt

17 julho 2007

blaxpoitation

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Como grande apreciador do som blaxpoitation, continuo a trazer algumas das músicas que começaram a aparecer em meados da década de 60, mais precisamente com o filme "The Slender Thread" de Sidney Pollack, com Sidney Poitier a lançar-se no firmamento de Holliwood como a primeira estrela negra.

Depois veio "Shaft" de Gordon Parks, que é hoje um clássico deste tipo de filmes e a história continua até hoje com a herança mais célebre a ser explorada por Tarantino.

Mas aqui trata-se da música que os envolveram, portanto aqui ficam mais uns clássicos:











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09 julho 2007

candidatos de 2007 - boxer


Quando surgirem as listas de melhores do presente ano, o disco dos The National, "Boxer", fará certamente parte dos lugares de destaque.
Merecido, acrescente-se, dentro da sonoridade que está na moda, bastando recordar Interpol, Editors e todos os filhos bastardos de Ian Curtis revisited.

the national - fake empire

the national - brainy

the national - squalor victoria

the national - guest room
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06 julho 2007

resumo sbsr (II)

Infelizmente, neste último dia só consegui chegar a tempo de ouvir as duas últimas músicas dos Gossip, com muita pena minha, pela curiosidade que tinha, apoiada por vários relatos de concertos da banda.
Ainda assim, pela reacção do público, deu para perceber que foi um bom concerto (embora sem strip), mas fica a decepção, acrescida ainda do facto de não ter visto Micro Audio Waves e X-Wife. Paciência.
Ficou, no entanto, a certeza que tanto os Gossip como os TV On The Radio perderam bastante por tocarem de dia.
Quanto aos outros, os Scissor Sisters deram um bom concerto e mostraram-se bastante contentes por estarem em "Lisbian" e os Interpol deram um concerto sóbrio e competente, embora mais puxados pelo público do que o inverso, notando-se já algum culto de que são alvo em Portugal.
Surpresa foi ver como o público de um festival de rock recebeu os Underworld, fazendo a festa, o que mostra que o público já não é tão específico como aqui há alguns anos.
Este ecletismo é bem vindo, embora pense que poderia haver outra escolha em detrimento dos Underworld, com mais bpm e outra atitude, e volto a insistir nos Spektrum, que seriam, quanto a mim, a escolha indicada.
Provas?
Ok.

spektrum - kinda new



E mais:

05 julho 2007

SBSR, 3 de Julho de 2007

resumo sbsr

Até ao momento, já houve a oportunidade de assistir a concertos em:

plano espiritual: arcade fire

plano sensorial: lcd sound system


bom plano: magic numbers

velocidade cruzeiro: bloc party


plano de merda: jesus & mary chain

Os outros passaram pelo palco sem grande história.
Hoje é o dia com o cartaz mais equilibrado, mas é pena que os Gossip ou os Tv On The Radio não tenham honras de ficarem logo atrás dos cabeças de cartaz.
Seria bastante mais interessante, quanto a mim, colocá-los no lugar de Bloc Party e Jesus & Mary Chain, por exemplo.
Sendo assim vão tocar de dia...

Depois do que vi até agora, deixo algumas sugestões para o próximo ano:

portugal: quinteto tati; balla
tarde: nouvelle vague; el perro del mar; bill callahan
noite: spoon; peaches; she wants revenge; arcade fire

Pelo que se viu ontem com LCD Sound System, nomes como os Spektrum também poderiam fazer sentido neste festival, já que o rock se cruza muitas vezes com a electrónica, com bons resultados.
Hoje temos um belo cartaz.

02 julho 2007

that's the question

Vou estar no Super Bock Super Rock a acompanhar todos os concertos, num festival que promete pelo grande cartaz de rock, em relação ao qual não há grande divergência de opiniões.
Mas a grande questão, divergente ou não, será:
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To strip or not to strip?
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the gossip - eyes open
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the gossip - yr mangled heart
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01 julho 2007

versões escolhidas (XXIII)

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Os Belle & Sebastian, não satisfeitos com as suas próprias canções, desatam a tocar em todos os concertos versões que indicam uma cultura musical eclética e de referências sem mácula, indo de Mutantes a Serge Gainsbourg, passando por Pixies, Bee Gees ou Velvet Underground.

belle & sebastian - waiting for my man
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belle & sebastian - a minha menina
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belle & sebastian - stayin' alive
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paco

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30 junho 2007

29 junho 2007

áfrica festival

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Apesar do sucesso junto do público presente, penso que a música de Mayra Andrade funciona melhor em salas de pequena dimensão.
Ainda assim, tentou criar um ambiente mais intimista, dialogando e situando as músicas a partir do seu imaginário pessoal.
Nota positiva para o som, que não feriu os ouvidos, mantendo-se os decibéis em níveis moderados, o que não é comum acontecer em eventos musicais em Portugal.
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Mas os animadores da noite foram os Músicos do Nilo, que vieram do Egipto animados e puseram toda a gente a dançar até ao fim da noite, alternando a brisa das margens do Nilo com a aridez do deserto, num belíssimo concerto.
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26 junho 2007

portunhol

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Tudo bem - a homenagem é boa, a intenção conta e a canção é bonita.
Mas custava muito ter arranjado um tradutor português?
A não ser que essa atitude hippie seja só fogo de vista e a ideia seja mesmo agradar ao público hispano-americano.
Acerca da estética da foto nem me vou pronunciar.

devendra banhart - santa maria da feira

23 junho 2007

mayra

(adenda: não percam o concerto desta menina no dia 28 de Junho, na Torre de Belém, integrado no África Festival.)

21 junho 2007

nueva canción

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Um dos discos do ano de 2005 na área da world music, "Corazón Libre" sintetiza exemplarmente a carreira desta cantora argentina de excepção.
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mercedes sosa - el olvidau

mercedes sosa - pais

mercedes sosa - sufrida tierra

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19 junho 2007

freak out

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Juntem reggae com "O Bom, o Mau e o Vilão" numa cover de "Billie Jean" cantada por um jamaicano que tinha Jeff Buckley na sua banda (apenas como guitarrista e fazendo as back vocals).

Se não acreditam na última parte podem sempre consultar a wikipedia.

O resultado?

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os originais (V)

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prazeres alquímicos da época

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LICOR DE GINJA
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misturar num garrafão:
  • 1 kg ginja
  • 1 litro aguardente vínica
  • 1 kg açucar amarelo

dois meses depois:

  • 1 litro vinho tinto
  • 1 pau canela (opcional)
  • 1 litro vinho doce (opcional)

18 junho 2007

discos esquecidos - dan sartain

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Dan Sartain faz o rockabilly do séc. XXI.
Em 2005 lançou "Dan Sartain Vs. The Serpientes", ao qual se seguiu, no ano seguinte, "Join Dan Sartain", que penso terem ambos qualidade mais que suficiente para se tornarem esquecidos, passe a contradição - ou não.
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14 junho 2007

dub - os clássicos (IV)

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twilight circus dub sound system - in dub vol. 1 (1995)
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Quando a estagnação parecia eminente, eis que em 1995 é lançado mais um clássico, embora recente.
Relembro que mais abaixo está outra música deste disco, "dub statikk".
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twilight circus dub system - dub frequency
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twilight circus dub system - rocking dub
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(nota : não vou aqui deixar os mais óbvios discos de Lee Perry ou King Tubby, mas sim destacar os clássicos menos conhecidos do público em geral)

dub - os clássicos (III)

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11 junho 2007

dub

Antes de prosseguir com o desfile dos mais importantes discos de dub, considerados clássicos, - e já que estou a tratar deste assunto no momento - aproveito para discordar no que ao dub diz respeito, embora pense compreender os motivos.
Recusar à partida uma arte que se desconhece, seja por preconceito ou - principalmente - por desconhecimento da natureza do seu aparecimento, o que pressuporia alguma discussão acerca de alterações de estados psíquicos induzidos, parece-me um pouco leviano, embora aceite o julgamento puramente estético.
Longe de defender o que quer que seja, temo que a discussão desta questão se tornaria inconsequente, já que haveria, desde logo, um problema de natureza semiótica.
De qualquer forma deixo aqui alguns exemplos de dub nas suas mais diferentes formas, épocas e latitudes, na esperança de converter ou, pelo menos, de inspirar alguma crença nos cépticos que por aqui passem, numa tentativa - talvez vã - de provar que a máquina é um passo necessário para chegar novamente à pessoa, às raízes e, assim, homenagear todos os Ludds que temos dentro de nós.
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groundation - dub rise
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scientist - give them dub
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oki dub ainu band - iutaphoonic dub
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lee perry - chase the devil
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ashtec - earth orbit
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creation rebel - african space
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twilight circus dub sound system - dub statikk
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exodus quartet/thievery corporation - the far east coast
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05 junho 2007

dub - os clássicos (I)

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(1981)
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Já agora, para quem não sabe onde foram os rockers hi-fi buscar o sample no início do seu primeiro disco - num dos seus primeiros singles (push push) - é só ouvir "Plague of Zombies".
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02 junho 2007

space is the place

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Lá em cima há planícies sem fim
Há estrelas que parecem correr
Há o Sol e o dia a nascer
E nós aqui sem parar numa Terra a girar


versões escolhidas (XIX)

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01 junho 2007

discos ressuscitados

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Um dos discos mais raros e importantes da música brasileira foi lançado em cd pela Ubiquity Records em 2003, sendo que a gravação original data de 1972.
Trata-se de um disco que alcançou o estatuto de mítico dada a sua raridade e pelo percurso do artista, que gravou este primeiro disco e só em 2002 voltou a lançar outro, tendo feito carreira, entretanto, compondo temas de abertura de novelas e principalmente na publicidade, criando as músicas para algumas das campanhas mais famosas no Brasil (Brahma, Petrobras, Shell).
Recordo algumas grandes canções do disco homónimo deste músico que podia ter feito uma carreira ao nível de alguns grandes compatriotas seus.
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