(eter)

29 outubro 2008

novidades 2008 - benga

Benga - Diary Of An Afro Warrior
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Para quem não sabe e costuma visitar este obscuro recanto, as sonoridades electrónicas sempre fizeram parte das minhas preferências, tendo eu acompanhado toda a nova vaga, que começou em finais de 80, princípios de 90, a lançar uma lufada de ar fresco, virando-me novamente para o rock e a pop - curiosamente - quando iniciei este blogue.
Acompanhei o início da cena rave em Portugal, as festas surpresa no campo em casas abandonadas e as diversas novidades que eram gravadas e se editavam como cogumelos nessa altura.
Outros cogumelos faziam as suas tropelias e, passados alguns anos, as novidades deixaram de ser em tanta quantidade e qualidade, tendo os últimos sinais de qualidade sido encontrados em projectos como os Thievery Corporation, quase todos os austríacos e as deambulações de Sly & Robbie nestes meandros, isto sendo redutor, obviamente.
Certo é que nunca perdi totalmente o fio das novidades, mas o impulso que me está a levar novamente a querer descobrir mais algumas coisas é o dubstep e mais precisamente este disco, que vai muito mais além do que os Burial já tinham feito.
Levantem o volume.
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benga - zero m2
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benga - crunked up
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benga - the cut
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17 outubro 2008

novidades 2008 - mount eerie

Mount Eerie With Julie Doiron and Fred Squire - Lost Wisdom
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Um legado de introspecção, contemplação e reflexão em registo low-fi.
Belíssimo disco.
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15 outubro 2008

prazeres desportivos

A maquineta para as maratonas mais longas já está escolhida:

A propósito de duas rodas, quem morar perto não deve perder este evento, de carácter competitivo nos 40 e 70 kms, que passa por alguns dos mais belos trilhos da Serra da Arrábida.
Faço parte da organização, o que quer dizer que a coisa vai ser de alto nível...




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Já há algumas personalidades inscritas, como o Vítor Gamito, o João Garcia, o Ricardo Marinheiro (campeão júnior de BTT e um dos grandes nomes a nível europeu), entre outros, que participam com o intuito de promover a prática de um desporto que faz das paisagens naturais um santuário.
Inscrições aqui.

08 outubro 2008

novidades 2008 - department of eagles

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department of eagles - phantom other
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department of eagles - around the bay
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concertos


29 de Novembro na Aula Magna de Lisboa.

novidades 2008 - vivian girls


Desconfio que, quando a minha lista de discos do ano estiver concluída, a criatividade não vá ser o leitmotiv dessa escolha.
Até agora, os melhores discos que ouvi este ano não apresentam grandes novidades sonoras, mas evocam o que de melhor foi feito no passado; não direi que este irá entrar na lista, mas é um disco que vai reavivar memórias e relembrar paixões.
Desta feita, trata-se de um disco tosco de punk rock indie, que podia ter sido feito nos anos 80.
O que é que isso interessa?
Nada.
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vivian girls - all the time
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vivian girls - tell the world
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vivian girls - where do you run to
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01 outubro 2008

novidades 2008 - santogold

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Diz-se que tem influências de dub, funk, punk, The Specials e por aí fora.
Mas parece-me mais uma nova Debbie Harry preta.
Grande disco dentro do género.
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25 setembro 2008

novidades 2008 - deolinda


O fado, como se sabe, tem vindo a ganhar novo fôlego nos últimos anos e os Deolinda são um caso paradigmático, embora não sendo inovadores na forma, apresentam argumentos diferentes na concepção do projecto e na atitude.

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deolinda - movimento perpétuo associativo
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deolinda - o fado não é mau
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deolinda - lisboa não é a cidade perfeita
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12 setembro 2008

banda sonora (XVIII)

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A Criterion tem uma edição especial do filme, cuja banda sonora, concebida por Richard Einhorn, foi inspirada no filme, como se pode ver (ouvir) no excerto do youtube no post abaixo.
O disco chama-se "Voices Of Light".
Para a colecção de Carl Theodor Dreyer estar completa, só me falta este.
Mais sobre Richard Einhorn aqui.

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10 setembro 2008

05 setembro 2008

discos perdidos (V)

Donny Hathaway - Everything Is Everything (1970)


Um dos grandes discos soul dos anos 70, logo no começo da década, de um músico e produtor que foi ficando na sombra de outros grandes nomes da altura.
Mais uma história de depressão, álcool e suicídio; o Mr. Hathaway a que Amy Winehouse se refere em "Rehab" é este.
Um grande disco de estreia em 1970 que ficou sem sucessor, pois as outras gravações não chegaram ao mesmo nível.
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donny hathaway - voices inside
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donny hathaway - sugar lee
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01 setembro 2008

love & murder

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Charles Manson tornou-se célebre pelos assassinatos de Sharon Tate, Jay Sebring, os Labianca, entre outros.
Um ano antes do julgamento, gravou este disco constituído por músicas ao estilo folk hippie, um exemplo de que a loucura anda muitas vezes de mão dada com o génio ou, pelo menos, com o talento.
Entre os inúmeros rumores que envolvem a vida de Manson, consta que aprendeu a tocar guitarra na prisão com o gangster Alvin "Old Creepy" Karpis, onde escreveu dezenas de músicas.
Saíu em 1967, depois misturou-se com a comunidade hippie de São Francisco, onde se tornou uma espécie de guru, com vários jovens seguidores oriundos da classe média, a maior parte raparigas, com base numa filosofia derivada da cientologia (de Tom Cruise e John Travolta), que tinha estudado na prisão.
Com essa sua "família", gravou então alguns discos, do qual este é o mais emblemático.
Dennis Wilson, que se tornou amigo de Manson na altura, ainda convenceu os Beach Boys a gravarem uma versão de "Cease To Exist", a que deram o título de "Never Learn Not To Love".
Também os Guns'n'Roses gravaram uma versão de "Look At Your Game, Girl".
Curioso é o episódio de como Manson conseguiu conhecer Wilson; este deu boleia a duas raparigas do grupo de Manson e levou-as para casa dele durante algumas horas. Na madrugada seguinte, quando voltava a casa depois de uma sessão de gravação com os Beach Boys, é surpreendido com Manson em sua casa, ao qual pergunta se lhe quer fazer mal, enquanto Manson, negando, lhe começa a beijar os pés. Ao chegar a casa, depara-se ainda com mais doze estranhos, quase todas raparigas, a orgia ambulante de Manson.
Nos meses seguintes a "família" duplicou, tendo Dennis Wilson gasto à volta de 100.000 dólares, dos quais mais de 20.000 foram destinados a tratar uma gonorreia colectiva.
Foi Wilson quem o introduziu e apresentou no mundo do espectáculo, onde viria a fazer estragos, como os acontecimentos posteriores mostram.
É um disco pouco conhecido, devido fundamentalmente aos crimes por ele praticados, que o atiraram para a obscuridade e para o baú das gravações malditas provenientes da loucura da mente humana, na sua faceta mais complexa, amplificada pelos ácidos dos anos 60.
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charles manson & family - look at your game, girl
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charles manson & family - ego
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charles manson & family - people say i'm no good
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charles manson & family - sick city
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charles manson & family - cease to exist
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novidades 2008 - the walkmen

The Walkmen - You & Me

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25 agosto 2008

the long goodbye

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Depois de algum tempo de expectativa, tive finalmente a oportunidade de ver o filme de Robert Altman, de 1973, na sua adaptação da novela de Raymond Chandler "The Long Goodbye".

Como qualquer fã do monocromático detective Philip Marlowe sabe, não é a mais fácil das tarefas reconstruir cinematograficamente esse mito da literatura, embora -ou talvez por isso mesmo- os livros de Chandler sejam muito visuais, seguindo a lógica cinematográfica.

Embora as
críticas que li fossem positivas na sua globalidade, também me deparei com vozes mais críticas, vindas precisamente dos fãs de Marlowe.
Mesmo acalmando as expectativas ao passar do livro para o filme (como sempre acontece) o certo é que, embora o desempenho de Elliott Gould seja interessante, a forma como Altman abordou a novela, querendo fugir de uma adaptação mais fiel, acaba por estragar o que, já de si, era perfeito.

Se há conselho a dar é que leiam primeiro o livro (agora numa excelente tradução com o título "O Imenso Adeus", da
Editorial Presença ).
Neste caso, não vejam o filme.
Outra opção é ver o filme (que até vão gostar) e depois leiam o livro para compreenderem a desilusão nas minhas palavras.


Fica a música do filme, que vai desfilando em jeito de paródia ao longo das cenas - e esta sim, vale a pena (mas leiam o livro antes de ouvirem a música).
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dave grusin trio - the long goodbye
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jack sheldon - the long goodbye
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04 agosto 2008

álbum

Extraordinário.
Nas minhas férias de acompanhamento à minha avó, mudo apenas o local (Grande Hotel do Luso) e o facto de haver uma discoteca no dito, onde me estreei a ouvir Baby Jane...
Pronto, aquilo até animava de vez em quando.

22 julho 2008

canções fetiche

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Esta é uma das minhas canções fetiche desde que, algures nos anos 80, ao chegar a um quarto de hotel, penso que em Tróia (a da península de Setúbal, para dissipar dúvidas) com uma namorada (ou não) da altura, a primeira coisa que fiz foi ligar o rádio (daqueles embutidos na parede, ao lado da cama, como se usava).
Ainda não sei se seria estação de rádio ou se gravação do hotel, mas a primeira canção que surgiu foi esta, seguida de mais alguns hits melosos para ajudar à função do espumante ou de outras substâncias/lubrificantes/aparelhos vários. (onde isto já vai...)
De qualquer modo é uma grande canção, daquelas que, embora não seja igual dizer que se gosta disto como se se tratasse (hesitei aqui no segundo "se") de confessar que se gosta de Richard Hawley ou de sushi (ok, risquem esta...) ou da última banda-alternativa-que-toda-a-gente-virá-a-gostar-no-próximo-ano ou que se é um switcher (a propósito, sou um :) ...), ainda nos pode valer algum crédito junto daquela menina que não sofre de preconceitos e valoriza o kitsch de qualidade (não é contra-senso).
Fica o original e a melhor versão, embora também conheça as de Haylie Hecker, Zucchero(...), Erasure (não gosto desta), Laurent Voulzy, Brian May e Roger Taylor ou Baby D.(...); enfim, o pacote completo.
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the korgis - everybody's got to learn sometime
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20 julho 2008

prometeus




cidade branca

Onde estão os meus amigos?

Remotas memórias
Saltitam
Pululam
Cheiros / odores / miragens

O café
O sorriso
Olá como está!
E outras encenações
A novidade
A vizinha do 3º fugiu, amanhã vem no jornal

Ai..a imperial da Munique
Os destemidos tremoços
Moços, maçons
Canalha / navalha
Pensa coração
Amigos onde estais?

A sueca com minis à mistura
O relato da bola
A malha / copo de 3
A feira do relógio
O relógio da feira
Sandes de couratos / vinho de Torres
Jogging de Marvila

Domingo
Especialmente domingo
Barbeados / dentes lavados
E martinis no plástico labrego
Alumínio / moderno / kitch / mau gosto

12 cordas / mãozinhas
Salteadores da razão perdida
Perdidos / enjaulados

Correio da manhã
O cú da vizinha do 9ºB
Regalo para a vista
Suplemento a cores com salários em atraso

E a Lisnave / petroquímica
Cancros do meu Tejo
Apodrecendo lentamente o azul das águas

E eu, impotente / cinemascope / 35 milímetros de mim
A raiva afogada entre cubas libres e pernas de mulheres
Que não são putas nem são falsas nem são nada

São pernas de mulheres e cubas libres simplesmente
Paga-se a saudade com cartão de crédito


Táxi
Leva-me para onde está o meu amor

Táxi
Leva-me para lá de mim

Táxi
Atropela-me os sentidos e a alma para não deixar vestígios


sam the kid - slides (retratos da cidade branca)

19 julho 2008

'bout cohen

É mais ou menos isto.

18 julho 2008

lost ballads

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A canção tradicional de autor desconhecido "Pretty Polly" foi, ao longo dos anos, sendo adaptada, modificada ou foi ainda motivo de inspiração para criações de vários autores.
Não importando muito estar aqui a apresentar as inúmeras versões, deixo, contudo, uma das mais antigas e a minha preferida, de B. F. Shelton, de 1927, uma gravação rara, em que esse mestre do banjo tocado a dois dedos, injustamente esquecido pela história musical mais relevante, mostra a sua perícia, sempre com aquele travo oriental característico.
Para comparação, deixo uma curiosa música de Bob Dylan, de 1964, do álbum ícone "The Times They Are A-Changin'".
Refiro-me a "The Ballad of Hollis Brown" e surge aqui qualificada de curiosa porque, embora a tenha conhecido muito antes da de B. F. Shelton, e sendo uma das que me dizem mais no repertório de Dylan, só compreendi a sua origem quando ouvi "Pretty Polly".
Ainda assim, consta nos states que esta "murdered girlfriend ballad" seria uma adaptação de uma outra canção, "The Gosport Tragedy". Nada se cria, tudo se transforma.
A conferir:
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10 julho 2008

Henrique Medina Carreira

Finalmente vejo alguém a falar sério, numa das melhores intervenções televisivas, em forma de entrevista, a que já assisti.
Obviamente isto é apenas um aperitivo, já que o homem merecia umas horitas - que seriam consideradas pedagógicas - de tempo de antena.

Entrevista aqui.
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banda sonora (XVII)

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antonio pinto e ed cortes - meu nome é zé
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cartola - alvorada
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seu jorge - convite para a vida
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30 junho 2008

dub time


Estamos numa altura do ano em que a banda sonora se altera de forma evidente.
Todos os depressivos saem (só voltam a entrar lá para o fim do Verão) e entram os sons mais dançantes de quando em vez.
Presença assídua e a mais importante de todos os verões é o dub.
Já todos os que costumam frequentar os jantares em minha casa sabem que, mal começa a temperatura a subir, os ritmos jamaicanos imperam pela tela etérea que preenche o espaço da cozinha para o jardim.
Antes de revisitar - como já fiz no ano passado por esta altura - alguns dos discos clássicos mais importantes, deixo 3 músicas do dub actual, que não exige muito dos ouvidos menos familiarizados e que são bons exemplos da influência que esta forma de expressão musical tem no presente.
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kieser velten - dubolution
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stereotype & soothsayer - dub club track
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dj krush - on the dubble
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16 junho 2008

ordet

07 junho 2008

balanço

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Confirma-se, com o aval de audições sucessivas, que este disco - como já aqui referi - aproxima-se perigosamente do título de melhor do ano, quando estamos sensivelmente a meio.
Ficam mais duas para quem ainda não o conhece:
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27 maio 2008

concertos



Há para aí muitos concertos este ano, mas há que separar o supérfluo do essencial.

bill callahan - diamond dancer

bill callahan - honeymoon child

smog - bloodflow

smog - cold discovery

25 maio 2008

samba jazz

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Dos mais notáveis discos feitos no país irmão na última década.
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15 maio 2008

prazeres desportivos


No próximo domingo, mais uma edição da clássica de BTT Alvalade-Porto Côvo-Alvalade, na qual aqui o atleta vai tentar fazer os 120 km num tempo decente.
Não é uma prova muito difícil em termos de altimetria, mas sempre são 120 km...


11 maio 2008

banda sonora (XVI)

A excelência nas duas áreas que me dizem mais respeito, a sociologia e a música:


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09 maio 2008

surfing spaghetti

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Sou grande apreciador de surf music e dos clássicos spaghetti western de Sergio Leone.
Já por aqui passaram alguns dos grandes nomes como Link Wray, Dick Dale ou The Ventures (conferir aqui ou aqui).
(As músicas estavam no antigo filexoom, quem quiser ouvi-las pode pedir por e-mail)
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Isto a propósito de um disco de tributo a Morricone de vários nomes da surf music, com data de 2002, "For a Few Guitars More - Surf Tribute to Morricone's Spaghetti Western Themes".
Ainda há pouco tempo estive a rever alguns clássicos do género e a vontade de voltar a ouvir as bandas sonoras voltou.
Eis quando me deparei com este disco, que desconhecia e que vale a pena conhecer.
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Andei também a ver e a rever muitos filmes de Fritz Lang, mas isso é outra guerra e ainda ando a pensar o que hei-de fazer com esses sons.
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07 maio 2008

música concreta

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Visto por muitos como uma curiosidade, certo é que este tipo de música (ambient, library music, musique concrete, etc.) tem vindo a ganhar o seu lugar, quando estamos cheios de sons de hypes sempre iguais, que desfilam em todo o lado e soam todos ao mesmo.
A música que cria ambientes (deixemos os conceitos de lado) desempenham um papel importante, qual colherinha de risotto para limpar o palato.
Por outro lado, os sons de uma sociedade onde proliferam anúncios, sons de diversas máquinas e conversas de ocasião, são a banda sonora do nosso dia-a-dia e sentimos uma espécie de segurança e de conforto - soam-nos familiares no nosso imaginário social, no casulo de protecção composto por milhares de sons do escritório, do supermercado, do shopping, dos filhos a gritar.
O silêncio deixa-nos nervosos neste nosso presente.
Disco de 2008, este "Other Channels" é a primeira obra de longa duração do músico/manipulador electrónico Jon Brooks, aqui como Advisory Circle, depois da estreia no formato mini de "Mind How You Go".
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02 maio 2008

lusitânia playboys

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Mais complexo, mais elaborado e com elementos de colagem, temos uma vez mais Lisboa em spaghetti western.
Desta vez ainda temos direito a uma passagem por Cuba, por Nova Iorque nos anos 70, por um clube de Jazz, pelos Queens of The Stone Age, etc.
Cada vez mais confirmam-se como um produto (dos poucos em Portugal) com potencial para exportação.
Só o título é mau.

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30 abril 2008

vampire weekend

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a última é para ser utilizada por uma certa menina, se é que ainda não a utilizou nas suas sessões giradisquistas...

29 abril 2008

by the seashore

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Mais uma novidade de 2008, este duo traz-nos uma brisa terna e planante, ideal para o pôr do sol no Verão em boa companhia.

beach house - you came to me
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beach house - gila
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26 abril 2008

23 abril 2008

third


A maturidade envolve uma melhor relação com o tempo, a percepção de que as coisas acontecem no momento exacto em que o fluir natural permite uma aproximação à verdade.
É essa que nos diz que a vida é demasiado curta para ter pressas inconsequentes, que permite montar o animal que transportamos de maneira mais segura no comando das emoções.
Este disco é o resultado de uma dinâmica interpessoal de quem se recusou a fazer uma fuga para a frente e um excelente exemplo de como a contemplação é a forma suprema de atitude perante a vida humana (este apontamento filosófico - a confrontação contemplação/acção - é algo que será tratado mais à frente).
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19 abril 2008

80's (II)


Continuando o périplo pelos deprimentes anos 80, recordo uma rapariga - Sam Brown - que teve uma carreira muito abaixo do que os seus dotes vocais faziam pressupôr.
Acompanhou alguns consagrados fazendo backvocals, entre eles os Pink Floyd.
Muitos de vós dançaram e resfolegaram com as amigas(os) de ocasião, lentamente, em matinés de discotecas quando ainda havia uns minutos para os slows, que era onde a coisa acontecia.
Depois tiravam-se as dúvidas no carro ainda ao som desta música.
Aqui fica, para o bem e para o mal...

(o ponto ao que o (eter) chegou...)

sam brown - stop
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18 abril 2008

14 abril 2008

novidades 2008 - sunday at devil dirt

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Só não digo que é o melhor do ano, porque ainda estamos em Abril e eu sou um gajo ponderado.
Mas que apetece, lá isso...
Só ponho aqui estas três, senão essa malta não ganha a vida, mas o restante dava para fazer mais dois discos de grande nível, enchendo chouriços como faz muita gente.
Vai tornar-se um clássico.
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